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09/02/2010 - 06h28 PAíS TEM PRIMEIRO SUPERáVIT GERAL NA BALANçA DO PETRóLEO
Em 2009, pela primeira vez na história, a balança comercial brasileira de petróleo e derivados apresentou saldo positivo, registrando uma diferença de US$ 592 milhões entre exportação e importação de petróleo e seus derivados, segundo os dados computados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) com base nas estatísticas da Secretaria de Comércio exterior (Secex). O saldo resultou de US$ 15,3 bilhões obtidos com vendas e US$ 14,7 bilhões dispendidos com a compra de produtos do segmento.
Até agora, o melhor resultado obtido desde 2000 foi um déficit de US$ 741 milhões em 2006, com US$ 14,047 bilhões importados e US$ 13,306 bilhões exportados, segundo a mesma série estatística. Isolada, a Petrobras - maior companhia do setor no Brasil - já registrou superávits comerciais em outros anos.
O ano passado também foi o primeiro ano no qual as estatísticas da ANP mostraram resultado positivo em valor na balança exclusiva de petróleo bruto. As vendas de óleo cru somaram US$ 9,370 bilhões, contra gastos de US$ 9,205 bilhões com importações do produto, resultando em um saldo de US$ 165 milhões - ou 1,8% mais. Em volume, as exportações brasileiras já vinham superando as importações. Em 2008, elas foram 12% maiores pela estatística de barris equivalentes de petróleo (bep), mas no ano passado a quantidade embarcada superou o volume importado em expressivos 42%. A diferença explica-se pelo fato de o Brasil ser exportador de petróleo pesado, mais barato, e importador de petróleo leve, mais caro. O óleo leve gera maior quantidade de derivados nobres, como gasolina.
Fonte: Revista Portos e Navios